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sábado, 18 de maio de 2013

Como escolher sementes para sua horta

Um dos grandes motivos de insucesso em hortas domésticas está na má escolha das sementes. Compramos envelopes de sementes de marcas idôneas e bem conceituadas, e mesmo assim nossas plantinhas teimam em não se desenvolver. O problema mais frequente é que compramos sementes não adaptadas ao clima e solo da nossa região.
Atualmente, as sementes de hortaliças e flores contém alta tecnologia na sua produção. Os pesquisadores desenvolvem, através de hibridizações e melhoramento genético, sementes de plantas produtivas, resistentes às doenças e com adaptações específicas para cada região do país. Por exemplo: hoje é possível plantar couve-flor, uma hortaliça típica de inverno em regiões de clima quente, graças a esta tecnologia. O mesmo acontece com o repolho, a beterraba, a alface e uma infinidade de hortaliças, tudo graças a um excelente programa de seleção e desenvolvimento de híbridos. Então, para entendermos melhor como escolher nossas sementes, abaixo preparei uma seqüência de fotos mostrando informações importantes sobre as sementes que podemos obter facilmente observando a embalagem. Estas informações são fáceis de entender por qualquer pessoa.

Como identificar a semente ideal para sua localidade:

Procure pelo mapa do Brasil e pelo gráfico de "Época de Plantio"
Procure pelo mapa do Brasil e pelo gráfico de "Época de Plantio"
Muitos envelopes trazem no verso o mapa do Brasil. Este mapa geralmente está dividido por cores. No caso da marca “x” abaixo, a cor predominante é a amarela, que corresponde ao nordeste, centro oeste, norte e parte do sudeste. A cor marrom, corresponde ao sudeste, e finalmente a azul à região sul. Outras marcas podem ter diferentes esquemas de cores, fique atento. A embalagem também geralmente indica a “Época de Plantio”. No caso do nosso exemplo, é uma tabela, ao lado do mapa do Brasil. Nesta tabela estão os meses do ano, de janeiro a dezembro. Correspondendo aos meses do ano, temos uma faixa colorida, com uma das cores citadas acima no mapa do Brasil.
Nesta mesma tabela, na parte mais baixa, temos a “Epoca indicada para plantio”, e “Época mais indicada para plantio”. Nem sempre estas informações estão especificadas, mas as principais marcas já se preocupam em listar estas relevantes informações;
Dou um exemplo: No envelope de sementes de alface da variedade Black Simpson, vamos verificar que para a região nordeste os meses mais indicados para o plantio vão de abril a julho. Na região sudeste de fevereiro a novembro. As sementes de alface Salad Bowl, é indicada apenas nos meses de maio e junho para o nordeste.
Pureza, Validade e Percentual de Germinação
Pureza, Validade e Percentual de Germinação
Diante destas informações, concluímos que é preferível plantar a Black Simpson no nordeste, ao invés da Salad Bowl, pois o período de plantio da primeira é bem mais longo, englobando a maior parte do ano, enquanto que a segunda só pode ser plantada em um curto período do inverno, ou seja, é mais sensível ao calor. Vemos também na parte mais baixa do envelope, o percentual de germinação, que é de suma importância, para avaliarmos a qualidade do lote e calcularmos a quantidade de sementes a plantar. Aí temos também a pureza, que nos exemplos acima é de 99%, e finalmente a validade.
Escolha os menores pesos para hortas domésticas
Escolha os menores pesos para hortas domésticas
Na parte alta do envelope, temos o Peso Líquido. Para pequenas hortas domésticas, o ideal seriam as embalagens com os menores pesos. Assim, logo usaremos todas as sementes e não correremos o risco das sementes envelhecerem e perderem seu poder germinativo. As sementes compradas de empresas idôneas vem acondicionadas em envelopes laminados que as protegem da luz, da umidade e do ar. Se, após o plantio, sobrarem sementes no envelope, elas deverão ser bem fechadas e presas com clips, grampeador ou prendedor de roupa, e guardadas preferencialmente na gaveta dos legumes da geladeira, ou seja, na parte mais baixa.
Embalagens aluminizadas garantem o frescor das sementes no momento da compra
Embalagens aluminizadas garantem o frescor das sementes no momento da compra
Com estes cuidados simples, você sempre terá sementes com o melhor poder germinativo, e compatíveis com a sua região. O resultado disso é o sucesso da sua horta doméstica, com lindos, frescos e saborosos vegetais. Espero ter sido útil a vocês que preferem, assim como eu, ter a sua própria horta, livre de produtos químicos e agrotóxicos.
Fonte: Jardineiro.net

terça-feira, 14 de maio de 2013

Como fazer farinha de casca de ovos

As cascas de ovos possuem nutrientes essenciais às nossas plantas. Elas são ricas em cálcio, potássio e magnésio. As galinhas poedeiras comerciais são alimentadas com rações concentradas e enriquecidas com minerais que deixam as cascas dos ovos ainda melhores. É claro que você pode e deve utilizar as cascas de ovos de suas galinhas domésticas também, obtendo assim uma farinha ainda mais orgânica, mas para a grande maioria dos jardineiros, criar galinhas em casa pode ser um pouco difícil.
Para que as plantas possam absorver todos estes nutrientes, as cascas deverão estar intimamente ligadas ao solo. Assim, quanto maior o contato das cascas com a terra, mais disponíveis estes nutrientes estarão para as plantas. Um maneira simples de propiciar que isto aconteça, é transformando as cascas em pó. Desta forma teremos uma preciosa farinha, ecológica, barata, rica em minerais, para fertilizar canteiros, hortas, vasos, árvores, orquídeas, etc, adubando assim a grande maioria das plantas que temos em casa.
Coloque em um saco plástico e quebre grosseiramente com as mãos
Coloque em um saco plástico e quebre grosseiramente com as mãos
O primeiro passo na produção da farinha de cascas é colocar as cascas para secar à sombra, sempre que tivermos disponível. Não devemos colocá-las no sol, pois as cascas possuem uma pequena quantidade de nitrogênio, que poderá se perder. Não é conveniente guardá-las para secar depois, pois a decomposição das partes orgânicas ainda úmidas poderá provocar mal cheiro e atrair animais indesejados, como moscas. Vá secando e guardando depois, até obter uma boa quantidade que mereça ser processada. Assim que você tiver uma boa quantidade de cascas (uma duzia já é interessante), coloque-as em um saco e quebre-as apertando com as mãos. Não se preocupe em moe-las bem, pois logo após elas vão para o liquidificador. Coloque-as aos poucos no aparelho e bata até tranformá-las em pó. Se as cascas estiverem ainda úmidas, pode ser difícil bater no liquidificador, e uma secagem maior pode ser necessária. Agora que você obteve esta maravilhosa farinha, coloque-a num vidro com tampa, e guarde-a num lugar fresco.
Bata no liquidificador até obter o pó
Bata no liquidificador até obter o pó
Para usar é bem simples. Uma colherinha de café nos vasos pequenos e duas ou três em vasos maiores. Faça isto uma vez a cada 40 dias. Se você diminuir a dose para meia colherinha, poderá aplicar nas plantas a cada 20 dias.
Siga observando suas plantas e veja como elas reagem a este novo estímulo. Você mesmo poderá decidir a periodicidade da aplicação da farinha de cascas de ovos, observando a vitalidade de suas plantas.
No preparo da terra ou substrato para jardinagem ou vasos, coloque 50 gramas para cada 20 litros de terra.
Uma colher de chá por vaso é uma boa maneira de começar a adubação
Uma colher de chá por vaso é uma boa maneira de começar a adubação
Este rico fertilizante natural, poderá também ser utilizado em hortas e pomares. Os vegetais folhosos, como couve e agrião, terão um benefício especial com este fertilizante. Em hortas poderá ser usado até 50 gramas por metro quadrado, e em frutíferas 50 gramas a cada 2 ou 3 metros lineares. Algumas raras plantas podem não apreciar a leve alcalizinação do solo que as cascas podem provocar, é o caso de azaléias, prímulas, gardênias, plantas carnívoras, entre outras. Sempre que você ler ou souber que determinada planta gosta de um solo “levemente ácido”, coloque uma quantidade menor de farinha de cascas de ovos para evitar assim alterações no pH do solo.
Boas colheitas!
Fonte; Jardineiro.net

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Como fazer biofertilizante


O biofertilizante é um dos fertilizantes mais completos, para uso tanto em jardinagem, como em plantas ornamentais, aromáticas, hortaliças, folhagens, etc.
Também é utilizado há muito tempo como um repelente natural, que ao invés de matar os insetos, os repele, deixando as plantas livres de pragas. É usado também no tratamento de sementes, prevenindo o ataque de pragas e doenças e fornecendo o fertilizante inicial para a planta em formação. Para utilizar em sementes, basta deixá-las de molho por 4 a 5 minutos, e depois colocá-las para secar à sombra. As sementes assim tratadas, deverão ser plantadas imediatamente, pois após um período, perdem seu poder germinativo.
O uso do Biofertilizante em estaquia
O uso do Biofertilizante em estaquia
Em propagações vegetativas, como em estaquias, alporquias, mergulhias, etc, também poderemos fazer uso do biofertilizante. Em estacas, por exemplo, pode ser utilizada a mesma técnica descrita para sementes.
O melhor uso deste excelente produto, se obtém através da pulverização. Desta forma podemos antecipar e prolongar floradas, podemos ter mais de uma florada por ciclo, prevenir o ataque de pragas, além de deixar as plantas mais vistosas e saudáveis. A pulverização deverá ser sempre feita à tarde, e após uma farta irrigação, para não causar estresse hídrico as plantas pois, apesar de natural, é um produto concentrado.
Passo a passo do biofertilizante:
Uma bombona grande é ideal para a produção do Biofertilizante
Uma bombona grande é ideal para a produção do Biofertilizante
O biofertilizante é  simples de se fazer. Em um recipiente, que pode ser um garrafão d’água de 20 litros, ou uma bombona de 50 até 200 litros, coloque 50% de esterco bovino fresco, adicione mais 50% de água não clorada. Esta água não clorada, pode ser de fontes, poços, ou água de chuva. Outra maneira de obtê-la é utilizando a água comum da torneira, deixando-a descansar destampada por pelo menos 24 horas. O cloro é muito volátil e evapora totalmente após este período.
Misture bem o esterco com a água, e deixe fermentar naturalmente. Este recipiente deve ser hermeticamente fechado, pois caso houver alguma entrada de ar, o oxigênio interromperá o processo anaeróbico envolvido na produção deste fertilizante. No processo de fermentação, se formará gás metano. Para proteger o meio ambiente, este gás pode ser eventualmente queimado.
Após 30 dias, o biofertilizante estará pronto para uso. Se a opção for pulverizar as plantas, o produto deverá ser coado, evitando assim o entupimento do bico do pulverizador. As pulverizações deverão ser feitas a cada 8 ou 10 dias, dependendo da necessidade das plantas.
O aspecto do Biofertilizante pronto
O aspecto do Biofertilizante pronto
O biofertilizante poderá também ser usado na irrigação das plantas. Os intervalos são os mesmos, ou seja, a cada 8 a 10 dias. A concentração ideal é de 25 a 30% de biofertilizante para 70 a 75% de água. Então, para cada 10 litros de água, use 2,5 a 3 litros do biofertilizante.
Também pode ser utilizado puro, sem diluir, na terra dos vasos por exemplo. Fazendo assim e deixando de 4 a 5 dias descansando antes de plantar, o biofertilizante elimina as bactérias e fungos nocivos que por ventura possam estar contaminando o substrato, além é claro, de enriquecê-lo com nutrientes para as plantas.
Apesar de todas estas vantagens, o uso do biofertilizante não dispensa as adubações normais necessárias às plantas. Ele é um importante coadjuvante na promoção e na manutenção da saúde das plantas, mas para resultados excelentes, ele deve ser utilizado juntamente com boas práticas de manejo, como uma boa irrigação, iluminação, fertilização, e todos os cuidados de que necessitam as plantas.
Espero que você também tenha sucessos com o uso desta antiga, mas magnífica técnica.
Fonte: Jardineiro.Net